20 Receitas básicas para elevar o padrão do seu churrasco

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Utilize o Pralimao no seu churrasco…! Evite queimaduras e manchas de limão na pele.

Nem só de picanha com farofa se faz um churrasco. A grelha hoje comporta cordeiro, ostras e espigas de milho, acompanhados de chimichurri e drinques; com o charme especial do Pralimao. Aprenda mais!

 

O verão chegou, e finalmente está aberta a temporada da cozinha ao ar livre. No Brasil, isso está irremediavelmente associado à sagrada instituição do churrasco — uma festa da carne tostada, regada a muita cerveja, ambos consumidos em largas quantidades em um rito quase Neandertal. Nesse cenário é indispensável todo o cuidado com a combinação do limão com o sol; para evitar problemas sérios e danos a saúde. Use o limão à vontade com o Pralimao!

 

Todo cuidado é pouco com a combinação do limão e o sol.  Regra primordial: evite problemas e constrangimentos para seus convidados. O Pralimao evita o contato direto do sumo do limão com a pele, evitando com isso as queimaduras e manchas na pele; sem falar que é um diferencial para embelezar e tornar seu churrasco mais elegante.

 

O churrasco não precisa necessariamente carregar ares de festa bárbara. O gostinho grelhado, filho direto da interação entre o ferro e a madeira, reserva nuances que podem transformar produtos simples nas mais sofisticadas receitas. Pode não parecer à primeira vista, mas o ato de chamuscar alimentos é uma verdadeira ciência que, com sutileza e atenção do “piloto”, pode apresentar resultados surpreendentes.

 

Conheça as 16 boas e novas opções para fazer do churrasquinho de domingo uma verdadeira festa dos filhos do carvão. Elas vão desde as tradições japonesas dos espetinhos, passando por ostras, lulas, uvas e costelas, todas preparadas de uma maneira que você não imaginou, e acompanhadas por um drinque esfumaçado.

 

1- Um tubinho básico

Acredite, as lulas estão entre as melhores — e mais rápidas — atrações que podem sair do seu fogo. Shin Koike, chef e sócio do Sakagura A1, em São Paulo, ensina o principal fator do sucesso: frescor. “O ponto ideal é o mais cru possível, por isso é fundamental que elas estejam frescas. Lula passada vira uma borracha.” Devem ser feitas inteiras, pinceladas com um molho de saquê e shoyo e levar apenas um susto na grelha. Quando começarem a mudar de cor, é hora de servir. Podem ir à mesa inteiras, em anéis, com ou sem acompanhamento — tente uma salada ou harusame gelado (macarrão de feijão verde). Outra dica é um molho com shoyo e gengibre ralado para acompanhar.

 

2- El chimichurri

A farofa é essencial na vida dos brasileiros, mas, pensando bem, por que não variar um pouco e aproveitar a receita de nossos queridos irmãos (e vice-campeões do mundo)? Tradicionalmente, usam-se especiarias secas. Desta vez troque-as por ingredientes frescos e ganhe em potência de sabor.

Receita
• 1 xícara de água
• 1 colher de sopa de sal grosso
• 1 cabeça de alho, separada em dentes e descascada
• 1 xícara de salsinha lisa
• 1 xícara de orégano fresco
• 2 colheres de chá de páprica picante
• ¼ de xícara de vinagre tinto
• ½ xícara de um bom
azeite extra-virgem

– Ponha a água para ferver, jogue o sal e mexa até diluir. Reserve.
– Pique muito bem o alho, a salsinha e o orégano. Coloque-os em uma tigela e adicione a páprica.
– Sempre batendo, adicione o vinagre, o azeite e depois a salmoura.
– Coloque em um pote com tampa hermética e deixe descansando por um dia.

 

3- Tostando a laranja

Por que torrar cítricos? Eles normalmente realçam o sabor dos alimentos. Grelhados, intensificam essa sensação, pois o açúcar dessas frutas quando queimado torna aquilo que já é doce e azedinho algo muito melhor.

Limão: Esprema por cima de peixes brancos (badejo, garoupa, linguado)
Laranja: Use em drinques como Negroni e Old fashioned
Lima: Use o suco ou óleo da casca tanto em vinagretes e guacamoles quanto em drinques tais como batidas e margaritas
Grapefruit: Tente o novo. Fatie, polvilhe com açúcar mascavo e coloque na grelha. É sobremesa!

 

4- Sete fogos e um argentino
Eis um grande chef, ciente de sua habilidade em domar o fogo e transformar ingredientes rústicos em pratos simples, sofisticados e repletos de sabores queimados. Francis Mallmann, considerado um dos grandes cozinheiros do mundo, no livro Sete Fogos – Churrasco ao Estilo Argentino(Ed. V&R, 278 págs.) dá dicas que certamente o farão reavaliar seu conceito de churrasco. Além de receitas, Mallmann ensina questões relativas ao fogo e suas diversas formas de uso. O bê-á-bá é formado por sete tipos de cocção. Churrasqueira, chapa, infernillo (dois níveis de fogo com um espaço para cocção ao meio, usado para assar grandes pedaços de carne, peixes e aves envolvidas em sal), forno de barro, rescaldo (soterrar os alimentos sob brasas e cinzas), asador (usado para assar animais inteiros) e caldeirão. Um  livro para os aficionados, com o sotaque argentino.

 

5- Cordeiro patagônico
Uma das principais tradições culinárias da Patagônia é o cordeiro no “asador”. Crucificado, costelas ao vento, o cordeiro é amarrado com arame a uma cruz de ferro que será espetada perto de um fogo de chão. Serão ao menos seis horas. Antes, receberá um banho de salmoura na parte dos ossos e respeitará uma distância maior do fogo. Depois de 30 minutos sua cruz vai se inclinar sobre o fogo e ficar por ali, com as costelinhas viradas às chamas. Em quatro horas os miúdos devem ser retirados e servidos. Outra unção de salmoura será necessária e agora seu dorso voltará para o fogo. Duas horas depois é o momento de servir. Sua casca deve estar crocante.

 

6- Show do milhão

Na espiga ou fora dela,  duas receitas nada brasileiras:

Na espiga, à mexicana >>> Grelhe o milho até que apareçam aqueles queimadinhos apetitosos. Retire do fogo, passe um pouco de maionese, rale queijo meia cura (a receita original pede queijo cotija, mexicano, mas quem não tem cão…), polvilhe chili, esprema limão e sirva. Não esqueça dos guardanapos. Muitos.

Debulhado >>> Aqueça um pouco de óleo na frigideira e acrescente cebolas picadinhas e um pouco de pimenta. Quando elas mudarem de cor, debulhe um par de espigas diretamente na panela. Quando o milho estiver amarelinho como o sol é hora de servir.

 

7- O poder do yakitori
Quer transformar o franguinho básico em uma unanimidade da grelha? Basta respeitar duas regras, no melhor estilo japonês de ser. A primeira delas: cada qual com seu par. Peito é com peito, coração é com coração, nada de misturar moela com fígado, ou pior, enfiar coxa e asa no mesmo palito. A segunda: temperar apenas com sal, ou com molho yakitori (uma mistura de shoyo, saquê, osso de galinha e açúcar). Se optar pelo uso do molho, obedeça três movimentos. De início, grelhe os espetos sem tempero, depois passe o molho sobre os pedaços da ave, retorne para o fogo e, por fim, repita a operação. É da brasa para a goela!

 

8- Contagem regressiva
12 horas – Prepare as carnes que devem ser marinadas
2 horas – Faça as entradas frias e os acompanhamentos
1 hora – Chame um amigo para ir arrumando o cooler
59 minutos – Beba seu primeiro gole
1 minuto – Reze para os vizinhos não chamarem a polícia ou invadirem seu regabofe.

 

9- Abram alas, as uvas chegaram
Seus convidados chegarão com fome e seu apurado instinto de anfitrião o levará imediatamente ao armário em busca do religioso amendoim nosso de todo dia. Desista dessa ideia no meio do caminho. Pare na geladeira e saque uma bela penca de uvas rubi e uma cremosa bola de burrata. Em menos de um minuto, sua entrada vai ficar mais falada que mãe do juiz em dias de clássico — melhor deixar os amendoins para essa ocasião. Importante: antes de mais nada passe no supermercado e recheie sua geladeira para a empreitada!

Receita
– Lave e seque um belo cacho de uvas rubi.
– Em uma tigela, misture ½ copo de azeite, 3 colheres de sopa de vinagre balsâmico, 1 colher de sopa de chili seco e 2 dentes de alho amassados. Envolva as uvas nessa mistura, deixe descansar por 10 minutos.
– Coloque as uvas na grelha quente. Deixe por 30 segundos de cada lado.
– Volte as uvas para o molho por mais 10 minutos, mexendo algumas vezes.
– Corte pequenos cachos e leve ao prato. Espalhe cerca de 2 colheres de vinagre balsâmico por cima. Sirva-os junto com torradas e burrata (ok, mozarela de búfala fresca também serve) com azeite e sal.

 

10- Adeus, costela no bafo
Chega desta história de costela derretendo com macaxeira e manteiga de garrafa. Não vai ter ciberataque que resista a um belo naco de costela à la coreana. Difícil vai ser achar o açougueiro disposto a cortar essa parte do animal em finas fatias transversais. Uma vez de porte desse gordo e saboroso pedaço de carne, deixe-o descansar em uma marinada à base de molho de soja, mel, gengibre, alho, óleo de gergelim e cebola. Aí ela estará apta para ir ao forno, chapa ou grelha. Isso não importa. O fato é que rapidamente a costela estará pronta (quando a gordura estiver crepitando e as pontas ondularem) e instantaneamente será devorada pelos convivas.

 

11- Aproveite sua festa
Menos é mais, não invente muita firula e sua festa ao ar livre será muito melhor para você e seus amigos. A escritora e banqueteira Nina Horta lembra que o ato do churrasco remete ao dia e à descontração. Porém, o ambiente aberto, ensolarado, luminoso, com muita cerveja pode ser um pouco agressivo para pessoas recatadas. Uma opção mais intimista e com outro astral pode surgir com uma simples troca de horário, optando-se por começar a festança no fim da tarde. “Com a luz escura até o fogo fica mais charmoso”, diz Nina. Outra vantagem é que o anfitrião terá a maior parte do dia para preparar a festa. “É importante o churrasqueiro começar bem antes da hora e planejar direitinho a sucessão de carnes e outros pratos. A coisa que mais se vê são as pessoas comendo vinagrete com farofa e, quando a carne chega, já estão almoçadas.” Esse pré-preparo também deixa o mestre-cuca livre para curtir seus convidados, pois, como decreta Nina, o churrasco é uma das melhores formas de receber os amigos em casa.

 

12- Fumaça no copo
Onde há fumaça nem sempre há fogo. Os sabores defumados podem chegar até as bebidas, e em diversas formas — ingredientes grelhados, gelos aromatizados ou ainda na condição de fumaça. O barman italiano Fabio La Pietra explica que a fumaça carrega o sabor e o aroma residual das ervas e dos demais insumos que foram queimados. Sua criação, o Smoky Tommaso, em cartaz no SubAstor, em São Paulo, leva tequila envelhecida 100% agave, suco de limão, néctar de agave, uísque Ardbeg – que já carrega notas de turfa – e fumaça de erva patchuli, injetada diretamente sobre o copo ao ser servido. Quer tentar em casa? Vai ser difícil reproduzir essa fumaça toda da foto, mas o barman ensina uma técnica bastante simples. Use um pires resistente ao calor e coloque a erva aromática, queime com um maçarico de cozinha até que ela comece a pegar fogo. Cubra imediatamente com o copo do drinque e espere o fogo apagar e a fumaça baixar. Seu copo estará defumado, pronto para receber o coquetel.

 

13- Descascando o abacaxi
O abacaxi é um verdadeiro curinga, que pode chegar à mesa da entrada à sobremesa. Depois de descascado, ele pode ser fatiado em rodelas, ou ir inteiro ao fogo. No primeiro caso, chega-se ao ponto muito rápido, bastando que adquira o queimadinho da grelha. Vire apenas uma vez e sirva para acompanhar linguiças, costelinhas de porco, boi, ou cortes mais gordurosos como cupim ou aqueles entremeados por gordura. Feito sem fatiar, o segredo é guardá-lo para o fim dos trabalhos. Faça uma mistura de canela com açúcar e crie uma nova “casca” para a fruta. Coloque-a em um espeto e deixe girando sobre o fogo. O ponto será alardeado pelo seu nariz. Sentiu aquele agradável cheiro de caramelo, quase queimadinho, é hora de fatiar. Uma bola de sorvete é uma companhia e tanto.

 

14- Ostras que te quero
Mitologicamente afrodisíacas e revigorantes, as ostras fazem sucesso entre os iniciados e causam desconfiança nos paladares, digamos, mais sensíveis. O frescor, nesse caso, tem que estar associado ao ingrediente e não aos candidatos a saboreá-lo. O chef norte-americano Donald Link, proprietário do restaurante Cochon, em New Orleans, montou uma receita condimentada para ser feita em forno convencional, que “preserva o suco e o gostinho característicos da ostra”. Já Shin Koike, japonês da gema e proprietário do restaurante paulistano Sakagura A1, prefere um modo mais rústico: colocar o molusco fechado sobre a grelha da churrasqueira. “Quando ele se abrir, estará pronto. É só pingar limão e comer, quanto menos interferência melhor.” A escolha é sua.

Receita
– Corte a manteiga em pequenos cubinhos e deixe amolecer em temperatura ambiente.
– Triture 3 dentes de alho, 2 filés de anchova e acrescente raspas de 1 limão. Misture tudo na manteiga com o suco do limão. Em seguida adicione 2 colheres de sopa de molho de alho e chili, 1 colher de sopa de pimenta-caiena e sal. Com a ajuda de um filme plástico enrole a manteiga e reserve na geladeira.
– Abra 16 ostras frescas e preserve apenas a concha onde o molusco está grudado.
– Coloque uma colher da mistura de manteiga em cada ostra e leve ao forno quente até elas começarem a borbulhar nas bordas, o que leva até 10 minutos. Sirva na hora, e com limão fresco.

 

15-  Um gordo e fácil grand finale
Se o abacaxi grelhado saiu antes de acabar o churrasco é hora de apelar para a despensa e mãos a obra

Receita
– Aqueça uma frigideira de ferro fundido por cerca de 10 minutos na grelha, coloque 4 colheres de sopa de manteiga.
– Encha um bowl com frutas de sua preferência e acrescente canela, suco de limão ou nozes pecan. Mande em seguida para a frigideira.
– Agora a parte fácil, afinal estamos em um churrasco. Pegue uma caixinha de mistura para bolo, prepare a massa e derrame-a por cima até que as frutas estejam envolvidas.
– Cubra a frigideira com papel alumínio.
– Grelhe por cerca de 30 minutos, até que a massa fique dourada e as frutas borbulhem. Sirva com sorvete de creme.

 

16- Proibida a entrada de animais
Seis (boas) ideias para grelhar os deliciosos filhos da fotossíntese:

Aspargos: Dê um banho em água fervente e salgada por 30 segundos. Em seguida leve-os para a grelha até que fiquem macios e levemente tostados. Finalize com suco de limão, azeite, pimenta e uma generosa camada de lascas de parmesão.

Avocado: Ou se preferir, seu primo brasileiro, o abacate. Corte-o pela metade e passe azeite, sal e pimenta. Deixe chamuscar no fogo junto com as tortillas. Fica incrível se for servido com ovos fritos, coentro picado e pimenta Tabasco.

Berinjela: Faça um molho com missô, vinagre de arroz, mostarda de Dijon, mel e chili. Corte a berinjela em fatias, espalhe o molho, leve-a para a grelha até que fique macia e chamuscada. Salpique folhas de manjericão, menta e um fio de balsâmico.

Cebola-Roxa: Faça rodelas grossas e espete um palito de dente na transversal para manter os anéis unidos. Tempere com sal, pimenta, azeite e orégano. Comece em fogo fraco e termine com forte para caramelizar. Sirva com azeite, sal e um fio de balsâmico.

Abobrinha: Corte em rodelas grossas, tempere com azeite, sal, pimenta e grelhe em fogo fraco. Elas vão desidratar e ficar muito saborosas. Sirva com azeite, raspas e suco de limão e algumas finas fatias de jalapeños frescos.

Tomate: Tempere cada metade do tomate com azeite, sal, pimenta e grelhe nos dois lados. Retire a casca e esmague-as em uma fatia de pão grelhado. Regue com azeite, sal e um fio de vinagre tinto.

Fonte: gq.globo.com

Paulo Eduardo Dubiel
Paulo Eduardo Dubiel
Empresário, Inventor, Publicitário, Jornalista, Gestor de Marketing; Especialista em Gestão de Negócios e Gestão da Inteligência Emocional.

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